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Pelamis at Aguçadoura, Portugal

OEBuoy - Ocean Energy Ltd

CAO Central do Pico, Açores |
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A tecnologia para o aproveitamento da energia das ondas atingiu presentemente, e após cerca de 30 anos de I&D, uma fase inicial de demonstração. Contudo, e ao contrário da energia eólica, onde se convergiu para um único conceito de uma turbina de eixo horizontal com três pás, há ainda uma grande diversidade de conceitos em competição na energia das ondas.
Testes no mar de centrais piloto ou de protótipos
Vários diferentes sistemas de aproveitamento atingiram a fase de testes no mar de centrais piloto ou de protótipos. São eles a Central CAO do Pico (WavEC, Portugal), a Central CAO LIMPET (Wavegen, Reino Unido), o AWS (Teamwork Technology/ Netherlands), o Wave Dragon (Wave Dragon ApS/Denmark), o Pelamis (Ocean Power Delivery Ltd/Reino Unido), a Powerbuoy (Ocean Power Technologies/EUA), a Central CAO parabólica com turbina Deniss-Ault (Oceanlinx/Austrália), a AquaBuOY (Finavera Renewables/Canada), o OEbuoy (Ocean Energy Ltd/Ireland), a WaveBob (Wavebob Ltd/Ireland), o FO3 (Fobox/ Norway), o WaveRoller (AW-Energy Oy/Finland) e o Wave Star (Wave Star Energy/Denmark).
Existem outros sistemas numa fase mais atrasada de desenvolvimento, mas que poderão ser testados no mar dentro de poucos anos.
Estado pré-comercial da tecnologia.
Algumas destas empresas já têm planos de instalação das próximas unidades em vários outros países. Dois projectos, no âmbito de três contratos comerciais realizados, estão neste momento numa fase de concretização final. Um projecto já foi instalado no final de 2008, nomeadamente as três unidades Pelamis da empresa Escocesa Pelamis Wave Power (antiga OPD) na costa Oeste portuguesa (potência total de 2.25 MW) no âmbito do contrato com a empresa portuguesa ENERSIS. O segundo projecto é promovido pela Ente Vasco de la Energía (EVE) e consiste na integração de 16 câmaras CAO da empresa Escocesa Wavegen, no novo quebra-mar de Mutriku, no País Basco (potência total de 296 kW). O terceiro projecto é relativo à instalação de 10 dispositivos da empresa americana Powerbuoy em Cantábria, Espanha (potência total de 1.4 MW) no âmbito do contrato com a multinacional Iberdrola Renewables.
Assiste-se presentemente a um desenvolvimento rápido da indústria ligada à energia das ondas e também a uma frequente entrada no sector de novos intervenientes, algumas destas empresas multinacionais. Por outro lado, nos últimos anos têm sido postos em prática, em vários países, novos mecanismos de suporte. Para os investidores torna-se importante conhecer o estado da tecnologia, as várias equipas em jogo no desenvolvimento da tecnologia, os custos de capital esperados para os primeiros parques, ou seja, uma visão global do sector que permita tomar decisões sobre o seu possível envolvimento.
O papel do WavEC
Desde 2004, o Centro de Energia das Ondas tem desenvolvido, com alguma regularidade, estudos dirigidos a empresas interessadas em averiguar sobre as oportunidades de mercado na energia das ondas.
O Centro mantém actualizada uma base de dados com todas as tecnologias de energia das ondas e respectivo estado de desenvolvimento.
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